Eu amo o google.  Acho o máximo quando vejo fotos dos escritórios deles no mundo ou quando leio sobre suas inovações e penso que se eu não fosse empresário eu gostaria de trabalhar lá.

Não á toa acho que quando penso em fazer uma busca na internet é o Google que me vem a mente, o mesmo acontece com Amazon para livros, Apple para gagdets, Zappos para calçados ou Facebook para mídias sociais. 

Eu tenho certeza de que uma coisa está completamente vinculada a outra. Como eu gostaria de trabalhar no Google eu consequentemente tenho uma maior propensão a querer usar o Google. 

A inveja pode matar, mas também pode inspirar. 

Na Reserva o nosso maior tesão nunca esteve nas roupas e sim no carinho e no cuidado que entregávamos aos nossos clientes, internos e externos. O lance esteve sempre muito mais no serviço e na comunicação do que na venda de produtos. Por isso formalizamos a nossa missão desta forma: ser um amigo e não uma marca. Nós sempre entregamos sorriso e amizade e como consequencia e não causa acabamos vendendo roupas. Sempre me perguntavam porque e me diziam não acreditar ou ver lógica nisso como motivo de nosso crescimento. 

Recentemente nos mudamos para uma sede maior, com um projeto bacanudo de arquitetura e um ambiente altamente inspirador. Me divirto vendo a turma jogar totó, ping-pong e vídeo game em nossa sala de estar enquanto numa mesa em frente um grupo fala de um novo projeto e outro grupo organiza um workshop na cafeteria. 

Também recentemente enquanto comprava brinquedos para meu filho numa loja, avistei nela pequenas armas pensadas para disparar projéteis leves de espuma, chamados Nerfs. Com R$260 comprei 10 armas. 

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Dias depois organizamos a 1ª Batalha de Nerfs Reserva com o objetivo de integrar dois departamentos muito separados fisicamente no escritório. Resultado? Transformamos o escritório num verdadeiro parque de paintball, com as equipes devidamente uniformizadas, onde a turma se divertiam ao redor delas tirando fotos e postando nas suas respectivas mídias sociais aquelas cenas históricas. Os departamentos se integraram, todos nos divertimos a doidado e certamente teremos idéia para trocar a respeito do evento por muito tempo, até porque ele se repetirá a cada bimestre. 

Lendo isso, as pessoas poderiam pensar: Ué? Mas eles não trabalham ?! Ou: Ué, mas como isso tudo faz eles venderem ou produzirem mais?

Respondendo, primeiro pelo óbvio:

Já é provado que em ambientes inspiradores as pessoas se sentem gratas pelo investimento feito para elas e consequentemente são mais produtivas. Além disso, num ambinete de investimento nas pessoas há um maior sentimento de pertencimento, e, consequentemente, quando não estão jogando, elas estão sendo mais produtivas. Isso sem contar que quando jogam não jogam sozinhas, jogam em dupla, tripla, quadrupla e etc, o que certamente estimula um maior sentimento de equipe e maior colaboração dentre departamentos. Quantidade não é qualidade.

Ainda precisa ser convencido de que vale a pena? Pensemos juntos…

Se eu fosse um visitante naquele momento e observasse aquilo tudo eu certamente teria vontade de trabalhar ali. Sairia dali contando o que tinha visto para todos os meus familiares e amigos que por conseguinte também provavelmente teriam vontade de trabalhar na Reserva.

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Ora, se por querer trabalhar no Google eu consequentemente consumo seus produtos, certamente por querer trabalhar na Reserva as pessoas consequentemente também vão consumir nossos produtos. 

Com o advento das mídias sociais, cada pessoa é uma mídia. Se uma empresa é feita de 500 pessoas, em teoria ela tem 500 embaixadores para divulga-la em suas respectivas mídias sociais e na vida real, gerando assim valor de marca. Cabe a cia saber engajá-las e surfar na cauda longa de ativação de marca que ela trará.

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O RH do futuro, que já é o presente, estará muito menos focado nos cargos e muito mais focado no branding de pessoas. O marketing do futuro, que também já é o presente, estará muito menos focado em contar histórias para fora e muito mais focado em contar histórias para dentro. 

Seus garotos(as) propaganda são seus admiradores(as) e trabalham ao seu lado.

Beijo enorme, RONY.